Qual maior site da Década?

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/retrospectiva/qual-e-o-site-da-decada/

Os anos 90 até puderam escolher o melhor site da década, mas a internet mudou tanto desde então – e essas mudanças mudaram tanto o comportamento de todos – que é bem capaz que os melhores sites escolhidos há dez anos sejam meras notas de rodapé na história digital. E antes que você comece a listar sites com bons textos, furos noticiosos, boa linha editorial ou sacadas de humor espertinho, dá uma olhada na imagem abaixo.

google-11-de-setembro

Quando começamos a pensar na retrospectiva da década aqui no Link, pintou a dúvida: será que o Google é mais importante do que o 11 de setembro? Afinal, o impacto do site foi além do mero sistema de buscas que o consagrou. À medida em que a década foi passando, o Google foi ampliando sua atuação para todos os lados que podia – comprando empresas como se precisasse disso para sobreviver e criando ferramentas atrás de ferramentas. Mas o detalhe na imagem acima é que foi uma das primeiras vezes que a home do Google abriu espaço para algo que não fosse seu campo de busca e os links relacionados à procura.

No centro da página, uma notícia de última hora: “Ataque aos Estados Unidos”. O texto, sucinto e explícito, não aparece à toa. Logo que as torres gêmeas foram atingidas, a atenção do mundo inteiro voltou-se para Nova York e para a internet – foi o suficiente para derrubar os servidores online dos principais veículos norte-americanos. O pequeno anúncio na homepage do Google servia para avisar às pessoas o que estava acontecendo, mas mostrou uma mudança crucial na forma como a informação passou a circular nesta década: as pessoas não estavam mais esperando as notícias, queriam elas mesmas descobrir o que estava acontecendo. O Yahoo, principal buscador antes da chegada do Google, também teve de se reinventar – e a Microsoft, no fim da década, reinventou seu LiveSearch com novo nome, o Bing.

No mesmo ano, blogs já eram uma pequena febre e já se falava em “blogosfera”, mesmo que isso ainda fosse uma turma cuja população nem sequer chegava aos cinco dígitos. O Blogger, criado pelo mesmo Evan Williams que anos depois criaria o Twitter, começou a mostrar as maravilhas da autopublicação no ano anterior à virada do século. Mas a premissa dos blogs logo começou a ir para outras mídias, a princípio em fotos, depois áudio (com os podcasts) e, finalmente, vídeos. Estes sites, que permitem que qualquer um possa publicar seu conteúdo online sem ter o auxílio de especialistas, foram reunidos sob a alcunha de “web 2.0″ pelo guru digital Tim O’Reily. Sites como Flickr, Fotolog, YouTube, WordPress, o próprio Blogger, Vimeo, Odeo são alguns destes sites. Além de, claro, a Wikipedia de Jimmy Wales, talvez o mais importante da web 2.0, se analisarmos com perspectiva histórica.

E, em paralelo à web 2.0, outra tendência, que também pressupunha a participação do público tornou-se vigente à medida em que década avançava: as redes sociais. O primeiro passo foi a evolução dos sites de encontros que era o Friendster – um site que permitia que você encontrasse pessoas para serem amigas virtuais. O Friendster teve um pequeno auge no início da década, mas quando seu administradores começaram a regular as próprias diretrizes e o site caiu em popularidade. Mas a idéia já estava no ar e logo surgiram outras redes sociais, como o Orkut, criado pelo Google, que só conseguiu emplacar no Brasil e na Índia; o MySpace, voltado para produtores de conteúdo, especificamente músicos; e, finalmente, o Facebook, que hoje é a maior rede social do mundo. No final da década, uma nova rede social começou a mudar todo o jogo de novo – e hoje é difícil classificar o Twitter como sendo apenas uma rede social.

Eis nossos escolhidos, portanto:

Bing
Blogger
Flickr
Facebook
Fotolog
Google
MySpace
Orkut
Twitter
Vimeo
Wikipedia
WordPress
Yahoo
YouTube

E aí, é algum desses? É o Google mesmo? Ou tem algum que a gente esqueceu?

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